Sugando o néctar do amor
oferecido às pressas
em uma bandeja de prata,
mas falta algo, falta algo,
a bendita maçã na boca...
Deliciando-me, provando-me,
amando-me e conduzindo a minha vontade,
a alma do homem sugando então.
Ofereço braços para abraçar,
pernas pra enlaçar,
tomo-lhe o juízo, a paz habitual
Eva brindando Adão,
em um intenso ritual.
Vejo-te nas letras ou
no abismo sem fim,
entre os sussurros e os gemidos,
o gozo chegando enfim.
Rende-se o homem ao sexo,
mordendo a carne desejada,
urrando e varando a mulher,
fazendo-a sentir-se tomada.
Finca a bandeira nela,
marca-lhe a carne inteira,
despertando o seu tesão,
suga-lhe o mel,
então geme a mulher e,
celebra o céu.
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